15/05/2009

O Gatuno dos Sonhos Cianos

Ele não era nada mais que um boêmio perdido nos sonhos daqueles olhos cianos, tão misto de pureza quão vulgar.
Tais olhos sucintos refletindo seus sonhos. E a decadência o consumia ciciando-lhe os ouvidos até depauperar.
Mas, meu deus! Por que não semear naqueles sonhos a vontade de não despertar. E fazer daqueles receios crianças, para que nos sonhos dela possam também brincar?
E ele se deixou decair na própria incúria de teu feitio de poeta. Pelo que se fez injúria do falecer daqueles sonhos que seriam dela...