29/12/2009

O ocaso e o amanhecer

Se nosso caso é um acaso nascido de um ocaso ou até mesmo pelas lágrimas da nuvem que nos cobria, quem além dele navegaria pelas estrelas de um quarto perdido com paredes que nos refletiam?
As estrelas caíam porque a luz dos olhos dele refletiam nos espelhos de uma forma tão prudente que chegava a ser incúria, e as estrelas caíam e desapareciam cheias de gentileza, encanto e fúria.

Ele desconhecia o fato de um céu que sempre nos vigia, tampouco sabia que a luz que iluminava nossos corpos naquela cama eram estrelas implorando de volta toda a sua magia. Se tivemos os espelhos como álibi revelando segredos do nosso próprio eu, a lua seria uma eterna ingrata por saber brilhar mesmo dizendo que não sabia.

Se nosso caso é destino nascido de um novo amanhecer ou até mesmo pelo brilho do sol que desconhece o próprio brilho, isso já não nos importaria... Pois à noite ou mesmo no dia, seremos eternos donos um do outro assim como o brilho da estrela é dono do céu que naquela noite nos cobria.