16/07/2016

De olhos fechados, eu sinto a chuva. Eu vejo a vista do terraço na avenida. Eu ouço pássaros. Eu sinto o cheiro de grama cortada. Eu sinto a manhã de um infinito domingo de sol. Eu ouço as mesmas canções que meus pais ouviam. Eu sinto o vento bater no emaranhado dos meus cabelos. Eu sinto a dança dos meus pés cansados. Eu sinto a brisa. E maresia. Es gaivotas cantando numa praia vazia. Eu vejo as luzes correrem na avenida de um ônibus movimentado. Eu observo estranhos sorrirem na estação do metrô. Eu sinto o vibrar dos discos de vinil na sala vazia de uma casa com paredes amarelas. Eu sinto cheiro de roupa limpa. Eu ouço gatos noturnos. Eu ouço latidos do subúrbio. É que o silêncio que os olhos carregam quando estão fechados, permitem que a alma grita por um novo mundo. Um mundo que pertence a essência.