Que queime essa ânsia das suas mãos largas, o vinho barato na beira do mar, as ondas mudas tocando as rochas daquela ilha e me ilha, isole essa injúria que me inunda a vida. É quando fecho os olhos que sinto seus lábios me invadindo o juízo e sinto que cada pedaço dos meus sonhos, até mesmo os mais antigos, se fragmentam em cada curva da sua essência.
Arrastados e humilhados em praça pública, que dias rancorosos são esses que não o tenho. Largar o mundo para que o tenha ou tê-lo a custa do mundo, não importa como de praxe me doa, esses gatunos não fazem de mim nada, sou ladra de mim mesma. E venho dia após dia sabotar meu próprio medo, mas não conheço tão bem a coragem, exceto quando sinto minhas lágrimas quentes escorrerem meu rosto de saudade daquele que me falta. Assim espero conhecer Coragem, tampouco efêmera, cada vez mais íntima a cada imagem que me carrega a alma.