Numa manhã diferente de todas as manhãs, fez uma menina pensar diferente da lembrança do cheiro de orvalho que a grama verde do quintal abriga pela noite. É que por essa noite, enquanto esse fato se consumava, simulava ela, um sonho antigo: Voar.
Ela sempre soube que isso não passava de uma utopia, mesmo assim, se encantava pelas gaivotas que voavam sobre o mar à se perder pelo horizonte. Daí, havia surgido o seu desejo de querer pisar em nuvens e deixar marca para aqueles que a amavam, e também, para aqueles que sequer viu teu gracejo de menina.
Só que por essa manhã, diferente de todas as manhãs que a noite de sonhos sempre abriga no coração daquela menina, ela se fez entender que para voar, a primeira coisa que ela precisava ter eram asas.
Ela pensou em conseguir asas, de conseguir finalmente provar que nada era utopia se alguém realmente o quer desejar. Mas foi a partir desse desejo, que ela percebeu que perderia o abrigo que vive no coração de um certo alguém.
Então foi nessa manhã de inverno que essa menina percebeu que já sabia voar, porque não há melhor pisar em nuvens, ter asas e as gaivotas encontrar quando se tem um coração para se abrigar.