24/12/2013

O Fazedor de Amanhecer

Vivo ardor em que me inundo e em torno dele, palpito e adejo. Porque desejo o meu próprio desejo, digo ter pudor, ter sentimento quando o vejo.
Há de perceber em meu estranho ardor que há uma luta entre o efêmero e o eterno. Pois no primeiro dia me olhaste como se já me trouxesses em teus olhos e andei como se não tivesse os pés no chão.
Nós entretanto que semeamos tanto, vamos colhendo um algo, quase em seara inútil nesse ansiar em ter. Pois há sempre um que ama, escravo da paixão e o que se deixa amar sem mesmo perceber.
Tão misto de impulso e de deslumbramento, eu sei o que é! Porque desejo é desejo e ternura a um só momento.
Então, por quê? Por que não tecer encruzilhadas de tantos desencontros, não fazer de solidões desesperadas, ninhos e aconchegos onde a vida possa pousar?
Já não me importo com solilóquios do anoitecer, pois sempre terei em teu abraço o caminho de um novo amanhecer.

20/12/2013

Lua

A noite, almejando encontrar plenilúnio... A mais singela.
Procurando uma companhia para a Chula ardente.
Minorando um ser de sorriso lúgubre,
Uma companhia símil a lua crescente.

Porque cada vez que cresce lembra esse ser algo nascituro.
Pelas noites de solilóquios e pela lucarna que ele avista antes de dormir.
E continua pela noite almejando encontrar a lua singela.
Pois de todas as luas, as mais belas irão de ser os olhos dela.

18/12/2013

Volúpia

Certamente saberás, caro amigo
Não em prosa tão astuta
Também não te arrancarei tão singela poesia
Em meio a estes teus instintos em volúpia.

Que desejo e ardor são sentidos salientes
Fazendo de nós meros estranhos
Ah, encontrarei luxúria em teus olhos
Comendo meu corpo em pranto insano.

Certamente saberás em tal ápice
Que me foge ardor, volúpia e esplendor
Que esses teus olhos libertinos
Não me provoca nada além da trivial dor.

Saberás também, caro amigo
Que te desejo ludicamente, nada mais...

28/11/2013

Impossível

Sobre o brilho de um plenilúnio único, conte-me...
Memorável mês de partida quando se esquece aonde quer chegar.
Antes havia perdido tempo, custo dos ricos, ganhado nada.
Antes havia ganhado tempo, custo dos pobres, perdido tudo.

Sobre o brilho lunar sádico. Silencie...
Esquecimento não se conta no tempo, é esperar.
Antes havia ganhado nada, sustos e riscos, perdendo tempo.
Antes havia perdido tudo, sublime e súbito, ganhando nada.

Esquecimento não se conta na alma, é impossível.

19/11/2013

Flor de Liz

Flor de Liz conheceu Dúvida
Que era doce, as vezes ácida, tinha sabor de cair em deduzo e mesmo assim Flor queria saber onde o verdadeiro sabor terminaria em sua degustação. Quando conheceu Obsoleto, deveria saber o gosto amargo que tem, mas tinha convicção sentir na ponta da língua o seu verdadeiro sabor.

Com o passar do tempo, Flor descobriu que saudade tem cheiro de orvalho na manhã de primavera. É que Obsoleto - a Dúvida - não sabia de sua real intenção. Saudade sempre foi discreta e pertinaz, mas sempre que podia semeava odores de rocio por todos os corações que sentem gosto de Obsoleto.

Então cada vez que saudade semeava seu cheiro, mais Flor de liz sentia o gosto de Obsoleto.
Isso até o dia em que Aurora deixa de aquecer e Flor de Liz sente pela primeira vez o gosto de Obsoleto, dessa vez, na ponta da língua.
Ela semeia então por toda Aurora o sabor de ter Obsoleto e Saudade descobrindo o valor que dúvida tem quando saudade semeia seu cheiro de orvalho.

E Flor de Liz descobre então que saudade e tempo são capazes de transformar o sabor amargo que Obsoleto tem, fazendo do tempo uma doce Alquimia enquanto saudade agora semeia cheiro de poesia.

16/11/2013

O Silêncio

Quando Aurora deixou de aquecê-la sob todas as ambiguidades, ela sabia o caminho certo por onde voltar. Então revelou à todas as estrelas os segredos do bardo que velava seu sono e a maneira de como ele a olhava durante todo o ocaso, onde nascia certeza.

Ele velava o sono dela pisando em nuvens que se encontram no caminho matizado com girassóis ao pôr-do-sol e iluminado pela luz da lua quando a noite caia em pranto. Era dali que o poeta fazia seu caminho para chegar ao coração que hoje se cala(...)

Ela vai voltar? Não...

Então o bardo das noites sem flor, compreende que quando se ama em silêncio, as coisas falam melhor.

13/11/2013

Bernardo Guerra: rsrsrsr

deixa

como tempo vc ve que melhorou

é bom pra comparar

Enviada às 16:27 de sexta-feira

eu: =/

Bernardo Guerra: sério

não apaga

faz parte de vc

Enviada às 16:29 de sexta-feira

eu: Inventar?

Ah, não dá.

Deixe me ver o que farei...

Eu não excluo totalmente

está salvo no blog

só não será mais publicado.

Enviada às 16:33 de sexta-feira

eu: As pessoas viram esse texto e me disseram: Mas pam, o que é isso?!

Nem eu mesma soube responder

Nostalgia

Já passou

Não tem como continuar

no blog.

Bernardo Guerra: mas as vezes vc pode manter a temática

o último texto que publiquei, o de ontem

não ficou bom

está ruim

mas ele mereceu ficar lá

eu: Mas Be, como irei continuar a temática se eu gosto é de você?

Bernardo Guerra: pq foi um sentimento meu que entrou numa temática

????

explique-se

eu: Deixe pra lá

Bernardo Guerra: que texto é???

Enviada às 16:37 de sexta-feira

eu: Deixe, irei tirá-lo.

Se não, o ritmo será quebrado.

Enviada às 16:40 de sexta-feira

Bernardo Guerra: :$

tá bem

espero que não tenha sido eu o influenciador de um texto ruim

os seus textos não são nada ruins

pelo contrário

eu sentiria vergonha

rsrs

beijos querida, preciso ir

fica bem tá?

eu: Você também... não irei tirar o seu texto. mas sim esse ultimo

não me inspirou bem.

só quando penso em vc...

beijos

Enviada às 16:43 de sexta-feira

eu: Amanhã me explica...

Enviada às 16:49 de sexta-feira

Bernardo Guerra: te amo

Enviada às 16:52 de sexta-feira