As ondas curtas e silenciosas ultrapassam a minha nuca de uma maneira que quando chega na orla, agride as pedras que te impedem de ir muito longe.
É que contigo eu estou no fundo, longe da multidão da praia, é simples quando se já está em alto mar.
Eu não sei nadar, mas no seu mar eu me sinto segura.
Porque sou um porto, e você é meu cais.
Eu sou apenas um corpo flutuante sendo carregada pelas suas ondas.
Que me ilha e me equilibra.
E se eu me desequilibrar, não haveria nada que me impedisse de me afogar em você.