Eu jamais saberia contar com a vida sem uma versão de egos feridos como os retratos das viagens que eu adoraria esquecer. Pela primeira vez em anos, eu não desejaria estar em qualquer lugar no mundo, adoraria e jamais fale comigo em pretérito imperfeito, tudo bem, reafirma. Nada como perder a vida do que não fazer o que no fundo faria. Quem sou eu me pergunto em voz alta, grito até, como em um murmúrio de sábios contos dos anônimos das ruas que sonham com a gentileza da sabedoria compartilhada na praça central.
É que fundo eu adoraria caber nas suas palavras, gostaria que você me carregasse em seus olhos em todos os lugares que fosse, assim eu não me sentiria tão incomodada com os amores platônicos que você semeia nas estações de metrô, semeie também seu pessimismo em mim, vamos terminar aquela garrafa de vinho seco que compramos no Cabidinho, vamos engolir cada pedacinho de medo que nos prenda até que a garrafa de vinho termine. Amanhã será outro dia, meu bem. Eu não quero ver o tempo passar.