01/05/2014

Essa semana fui a uma livraria e comprei um bloco de notas sem pauta. Parece um detalhe simples, mas me senti livre para desenhar o que eu quisesse em um caderno vazio de espaços certos de escrita.
Chovia tristeza às quinze da tarde e tocava meu jazz favorito do fundo do espaço de Economia.

Mas eu não tenho motivos para tristeza.

Lembrei de você, que guarda todas as pulseiras que esqueci no seu quarto quando não brigávamos por coisas que até hoje não entendemos. Lembrei do modo como você move o mundo com o seu sorriso, do cheiro de café das livrarias que íamos juntos e de filmes que deixamos de revelar porque possivelmente revelaria nossa imagem juntos deixando-o em uma caixa de desapegos emocionais em uma campanha de dia dos namorados em uma livraria que nunca fomos juntos e eu sorri quando o fiz, mas não foi um alívio.

Lembrei do nosso primeiro beijo na rua principal do centro da cidade quando senti meu coração parar de ver tudo o que estava em volta. Das nossas tardes fotografando os prédios altos, os gatos nos parques e um ao outro como se não houvesse mais nada de belo nesse mundo simples.

Lembrei das tardes que dormiamos esperando o tempo juntos parar, isso mesmo, parar. O tempo corria demais quando estávamos juntos, esse foi o ponto chave para tudo desmoronar. Eu tive receio, você teve pavor. Eu não sabia aonde estava pisando, você sabia o quanto isso iria nos causar. Mas senti meu coração parar de ver tudo em volta e corri na direção que o desconhecido aprecia: O caos.

Lembrei da forma de como você se sentiu inseguro, eu falei tanto e tanto e não disse nada. Porque não havia coerência nas palavras que eu dizia e não havia coerência nos atos que você tomava, mas senti meu coração parar de ver tudo em volta e corri na direção que o amor não perdoa: O caos.

Mas a principal lembrança que eu tenho é que esqueci o motivo de ter fugido disso tudo. F
Faria tudo de novo.