o amor é como uma manhã pluvial
é como perder as forças de uma luta em silêncio
é inquieto e não tem pressa
o amor é a segunda-feira dentro do peito
é gritar sem sair a voz
é sorrir com os olhos
o amor é cada pequeno movimento que as folhas fazem quando há vento
amor é quando a gente não lembra que teve alguma escolha e ainda sim, escolheu
o amor é sem querer quando se quer
o amor é quando se quer sem mesmo querer
é a náusea da saúde
é a virtude disfarçada de defeito
é o desleixo da dedicação
o amor é o descuido do cuidado
é a emergência da procrastinação
é como uma página em branco de um caderno de bolso
é tentar pensar em qualquer coisa que possa defini-lo e só conseguir pensar em uma coisa
e mesmo assim não encontrar sequer uma palavra que consiga o elucidar