Outono faz-se um estranho momento
Onde injúria se disfarça de acalento
Trazendo-me de ti, rios de desalento
[que]
Por um momento, um único momento
Sua incúria te escapou segredos ao vento
Tu te enganas, outono ainda há colheita
Há colheita na vida de quem sempre semeia
Eu não vejo-te colher flores
Onde injúria se disfarça de acalento
Trazendo-me de ti, rios de desalento
[que]
Por um momento, um único momento
Sua incúria te escapou segredos ao vento
Tu te enganas, outono ainda há colheita
Há colheita na vida de quem sempre semeia
Eu não vejo-te colher flores
Mas vejo a audácia de colher sonhos, dores a amores.
Por quê?