Poeta, poetinha. O quanto tu fostes impudico.
Astuto e travesso. Foi uma atitude assaz.
De tanta hipocrisia se fez a lua plenilúnio
E eu de tão incrédula nesse apesar, continuei sagaz.
Poeta, poetinha. Tua ganância para mim, foi trivial.
A vida, por obséquio, me banhou um tino.
Vi que tanto desencontro pela vida é visceral.
Por argúcia, percebi que não é seu o meu destino.
Poeta, poetinha...
Contigo aprendi tarde que todo poeta é fingidor
Que finge tão bem sentir dor
Que finge tão bem sentir amor.
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