05/12/2009

Setembro

Era primavera, aliás, ainda é primavera. Mas pede para que lembremos do primeiro dia. É, aquela tarde estava gentilmente pluviosa, e se lembra como se fosse agora e o sente como se ele ainda estivesse consigo.
"Ah, curioso o acontecido..." Não se referia aos beijos e nem do perfume que ainda não saia do colo dela, mas lembrava da delicada forma de como ele segurava a suas mãos enquanto dirigia. E se não fosse tão gentilmente brando, de onde surgiria o mais encanto dos sentimentos? E tocando o rosto dele ela calou a dúvida e semearam juntos o que um poeta só seria capaz de colher na imensidão do infinito.
E dizem que nesse momento o céu finalmente tecia encruzilhadas de tantos desencontros, fazendo de solidões ninhos e aconchegos por onde não só a vida, mas para o amor pousar. E assim foi naquela inesquecível tarde de Setembro, e quando ele se foi, ela olhou para o céu e viu as nuvens chorarem de saudade.

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