18/04/2010

Amanhecer à meia noite

- "Posso te contar um segredo?"
- "Pode"
- "Eu gosto de você."
- "Eu vou te contar um outro segredo: Também gosto de você."
- "Mas e muito e cada dia mais?"
- "Sim..."
- "É recíproco."
- "Eu queria tanto te ver..."
- "Fico imaginando o dia que eu possa te deitar no meu ombro e fazer você dormir ali, e só te deixar sair quando eu fizer o seu amanhecer."

Um passarinho me contou que você, poeta, ficava namorando todas as tardes.
Não posso revelar o nome do pilantra que te dedurou.

- "Vamos nos ver?"

Sim, poeta quer que nos vemos com as seguintes promessas: - "Espero que não fique assim intimidada comigo pessoalmente... E que possa andar de mãos dadas, como você prometeu"

E desculpa-se:
- "Me desculpe aquele dia, mal deu para falar... Me deu um remorso, uma vontade de te abraçar. Me culpei por não ter estado com você."

E grita assim:
- "Me deixa gostar mais de você então..."

E me magoa. O silêncio é trivial:
- "Eu nem consigo mais escrever..."
- "Isso é bom e ruim. As palavras da gente têm toda uma filosofia que é só delas... Não se pode calar a alma delas.
- "Me sinto vazia, não consigo..."
- "Então encha-se! Cadê a sua paixão? A menina apaixonada e apaixonante que eu conheci e que não consigo esquecer? Eu confesso que tentei te esquecer, mas só fica claro, evidente, aquilo tudo que você significa pra mim"
- "A gente nem se conhece..."
- "Então imagina quando isso acontecer
?"

E o encontro de dois corpos, foi o desencontro de duas almas. Nunca se sabe se pela distância você amaria menos quando a aproximidade começa a fazer sentido.

- "Sinto falta daquilo que éramos, sabia?"

Mas sabe, aquilo que foi em potencial simplesmente nunca deixa de ser...

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