Noite de Setembro em perfeito tácito. Mau presságio era razão de minha severa melancolia.
Pedia-me entrega, libertação. Inspiração precisava ser encontrada fora de minha talante, então me perguntei: "As lágrimas me servem?"... Era só o que me restava naquele momento. Nem o tácito luar que antes gritava por amar, me serviria como álibi.
E quem me condena pois então? Pensei em Augusto com seu singelo cacoete obstinado. Certamente falara tão pouco de sua esfinge. Hora perdia-me desse andejo e Augusto me desejaria autanásia. Pois mereço? Era demais pra mim.
Então mudei o rumo da minha procura. Os poetas talvez me ajudassem com o singelismo lúgrube da vida. Eu precisava criar asas, soltar minha dor. Procurei algo que assemelha a lua que se nega a brilhar. Procurei por estantes confissões em papéis a próprio punho e não encontrei.
Me vi em um labirinto sem saída: "Preciso pensar..."
Algo que me definisse: "Já sei! Me julgo pela capa..."
Um livro: "Angústia": Era esse o meu nome àquela noite.
Mas quem disse que minha procura terminou?
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