Primordialmente, meu ideal.
Tua existência tornara nascente de um rio de sonhos fluviais.
Há de perceber em minha elucidação a maneira de como me espalhava teu gracejar sem notar me ter o feito.
Pela manhã em meu matutino amanhecer redundante, eras meu singelo rocio. Pela tarde tornavas meu ocaso, um tácito libertino. Ah, meu Maiolino, pela noite tu estavas à me enfatizar de cores pueris e brilhantes, e de tanto que me brilhava, ofendia toda a beleza da lua e seu plenilúnio.
E mesmo que a lua invejasse teu cacoete de príncipe de meus sonhos, o mais ambíguo paradoxo estava na forma de como tu estavas sempre à me dizer tanto, sem sequer, mensionar alguma palavra.
Eu espero que todos os caminhos sejam sempre teus, e que sejam longos, bem longos para que possamos andar de mãos dadas até o fim de nosso tênue labirinto.
E que sejamos nada mais e nada menos que consequência do nosso próprio destino, porque é assim que deve ser, primordialmente, meu ideal, querido Maiolino.
23/10/2010
20/10/2010
15/10/2010
17° Dia
Eu queria escrever sobre a lua.
Queria escrever sobre os estranhos.
Queria escrever sobre tudo aquilo que me fizesse esquecer daquele que veio para ficar.
Mas a única palavra que me vem à mente nesse exato momento, é o nome dele.
Que grita sem alterar a voz,
chora sem soluçar e me pede sutilmente para ficar.
Serei à favor do tempo.
Serei o verbo que ama.
Serei aquela que depende.
Serei o oposto do vento.
O tempo fará de nosso tempo...
Um tempo que soprará ventos...
Ventos de palavras avulsas ciciando cada curva daqueles ouvidos:
"Sem você, sou apenas metade de mim..."
Queria escrever sobre os estranhos.
Queria escrever sobre tudo aquilo que me fizesse esquecer daquele que veio para ficar.
Mas a única palavra que me vem à mente nesse exato momento, é o nome dele.
Que grita sem alterar a voz,
chora sem soluçar e me pede sutilmente para ficar.
Serei à favor do tempo.
Serei o verbo que ama.
Serei aquela que depende.
Serei o oposto do vento.
O tempo fará de nosso tempo...
Um tempo que soprará ventos...
Ventos de palavras avulsas ciciando cada curva daqueles ouvidos:
"Sem você, sou apenas metade de mim..."