23/10/2010

Meu Ideal

Primordialmente, meu ideal.
Tua existência tornara nascente de um rio de sonhos fluviais.
Há de perceber em minha elucidação a maneira de como me espalhava teu gracejar sem notar me ter o feito.

Pela manhã em meu matutino amanhecer redundante, eras meu singelo rocio. Pela tarde tornavas meu ocaso, um tácito libertino. Ah, meu Maiolino, pela noite tu estavas à me enfatizar de cores pueris e brilhantes, e de tanto que me brilhava, ofendia toda a beleza da lua e seu plenilúnio.

E mesmo que a lua invejasse teu cacoete de príncipe de meus sonhos, o mais ambíguo paradoxo estava na forma de como tu estavas sempre à me dizer tanto, sem sequer, mensionar alguma palavra.

Eu espero que todos os caminhos sejam sempre teus, e que sejam longos, bem longos para que possamos andar de mãos dadas até o fim de nosso tênue labirinto.
E que sejamos nada mais e nada menos que consequência do nosso próprio destino, porque é assim que deve ser, primordialmente, meu ideal, querido Maiolino.

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