06/03/2011

Sujo de tinta

Que não seja claramente estético e tão pouco banal. Não que o sempre fora, mas é do meu desejo que meus ocultos seguidores provem da mais doce e proibida esfinge.

Nascera no inverno no ano de dois mil e cinco. Era como uma silhueta num ocaso abandonado... Se via por bem pouco, era meramente surreal. Tinha uma beleza jovem ao meu ver, eu ouvia sua voz como ouvia as gotas da chuva que caíram no meu telhado na primavera do mesmo ano.
Me recordo das músicas cujo notas eram repetitivamente apaixonantes, assim como era o fato da simples possibilidade de Desser existir.

Eu tinha a vida sob dois passos: Escrevia melodicamente canções com palavras inventadas por ele e ouvia as mesmas notas todos os dias, era justamente uma das coisas que o mantinha em mim todo o tempo. Ah, se meu adorável amado Gustin, tão intolerável Gustin soubesse o quão bem me fazia inventá-lo todas as noites, ele me faria o tão mínimo favor que o desejava.

Mas como há a beleza que se manifesta na dor, justo que haja dor que se deixe manipular pela beleza lúgrube do amor. Desser, o Sr. Lamarck Desser que tinha minhas cores em mãos, o fez bordar todo o céu de Setembro de dois mil e cinco em cinza, apenas cinza. As nuvens choraram (e eu também).

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