07/03/2011

Há anos atrás que a vida mostrava dileção pela chuva.
Eu não compreendia bem, eu sentia o orvalho, beijava o vento e cantava as mesmas notas.
Isso ia se repetindo todos os dias daquele ano, como um vício.
Eu criei você na minha mente.
Você me fazia sorrir na maior parte do tempo.
Na outra parte, eu chorava, pelo simples fato de você não ser real.
Eu te procurei pelas esquinas,
te procurei em outros afetos, e quando eu desisti...
Eu finalmente te conheci.
E pude entender então o simples fato da existência da chuva,
do brilho do sol pela manhã e pelo cheiro de orvalho.

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