Tenho muita coisa à dizer. Fato que li e reli todos os meus rascunhos mentais e não consigo ter uma definição. Sei lá o que tem acontecido ultimamente, fato é que não tenho conseguido me expressar, ou me inspirar... nada em nome da arte, até porque escrever é um vício que me sustenta. Engraçado que a única coisa que penso quando pego um bloco e uma caneta em uma tarde quente, é que a única coisa que eu sinto falta de fazer é deitar no cais de madrugada em uma noite de verão e ver as núvens mais claras correndo pelo céu, pensando em quantas estrelas cadentes verei de lá. É, há algo muito magoado dentro de mim precisando se acostumar.
Luzes, banho de chuva e gatos deitados no chão da sala.
Não vejo a hora de Dezembro chegar.
Ah, outra coisa assim, aleatoriamente: Achar que posso prever as coisas passou a ser perigoso. Mas não criar alguma expectativa sequer de nada, é quase não conseguir respirar. Não acredito definitivamente que Solitude seja uma escolha, sabia?
O cais, mas chame como quiser.
19/09/2012
08/04/2012
Parece que todos os dias se foram
Tinha evitado escrever
porque evitava pensar.
E pensar era virtude quase apalpável, o corpo transcede a mente e se sente a vítima do mundo,
porque evitava pensar.
E pensar era virtude quase apalpável, o corpo transcede a mente e se sente a vítima do mundo,
um lamúrio de perigo.
Então escolheu não pensar nos últimos dias,
no impressionável consciente, até aonde se podia controlar.
A vida voltou como de praxe, solitude.
Nem tão solitária a vida assim ainda foi,
nem quando corria noites e noites
em busca de sua própria esfinge,
trilhando com cautela caminhos nunca percorridos,
vendo tantos encantos de um desconhecido
por quem sem, sim, soube viver.
Ideal, por si só, é o pensamento colorindo todo o cinza do desafeto
Até que o corpo perde o controle da mente,
Até que o inconsciente mostra o que sente,
E te condena eternamente
A sentir saudade do que nunca existiu.
Então escolheu não pensar nos últimos dias,
no impressionável consciente, até aonde se podia controlar.
A vida voltou como de praxe, solitude.
Nem tão solitária a vida assim ainda foi,
nem quando corria noites e noites
em busca de sua própria esfinge,
trilhando com cautela caminhos nunca percorridos,
vendo tantos encantos de um desconhecido
por quem sem, sim, soube viver.
Ideal, por si só, é o pensamento colorindo todo o cinza do desafeto
Até que o corpo perde o controle da mente,
Até que o inconsciente mostra o que sente,
E te condena eternamente
A sentir saudade do que nunca existiu.