27/04/2014

Em meio aos meus sentimentos confusos queria conversar sobre o que tinha me deixado triste. Você mudou seu tom de voz e disse que precisava saber imediatamente o porquê. - "é que às vezes acho que eu vou acabar me sentindo sozinha perdida no meio disso tudo. Eu priorizo outras coisas, sabe? Atenção, conversas profundas, paixões fulminantes e..." e você responde "mas pensando bem acho que você está certa, vivemos em lugares distantes e..." e o problema é que você não entendia o fato que você era distante até quando estava por perto. Mas é seu jeito, eu entendo. Conforto era seu colo de palavras. Você não me deixava desconfiar de você, isso eu amava. Você me visitava com frequência, isso eu amava. Você me fazia rir, isso eu também amava. Aliás, eu amava várias coisas em você e era incapaz de ver o contrário disso naquele momento. Lembro que no nosso primeiro encontro eu segurei sua mão gelada e ansiosa por segurar a minha. E não, eu não estava com medo dos pássaros... Tão pouco do mar que refletia o sol naquela tarde. Meu amigo, você nunca me deixou desapontada, desesperada e confusa. Eu notava cada pedacinho da sua carência. De cara não foi, amor. De cara não foi amor. Te digo mais, nem o tempo tem essa mágica.

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