19/05/2014

Elegia de honestidade

Preciso ser honesta comigo mesma. A essa altura imagino que o sol já tenha se escondido atrás de alguma floresta negra, eu quase nunca sei como usar as palavras. Não entendo o que te encanta tanto, mas se soubesse como elas me limitam, se soubesse como essa merda de barreira e milhas de distância atrapalha a vida de todo mundo, sonhar quase sempre se torna vazio em meio disso tudo.
E digo mais, preciso ser honesta comigo mesma. Eu estou cansada de falar sobre o amor porque achava que sabia. E o que me move... O que me move é isso, essa confusão toda que me possibilita saídas. 
Hoje eu e ela tomamos um café em frente ao lago, o sol rebatia o reflexo nos olho dela enquanto dizia que minha vida está resolvida a partir do momento que sei aonde estou. Paramos de falar por segundos e eu preciso ser honesta comigo mesma e "isso é óbvio" (pensamos) e começamos a rir de algo que todos já sabiam: ela, meus pais e todos, menos eu. Preciso ser honesta comigo mesma: Eu sou livre! E me desculpa estar construindo um labirinto sem saída na sua mente sendo tão subjetiva. Mas não quero falar sobre isso, assim abertamente, preciso digerir isso intensamente e por fim, fugir.
Eu odeio escrever quando me sinto assim, assim eu nem sei, dizem que tenho um espírito livre e você não entende que eu simplesmente não tenho. Estou dando volta em palavras... Minha cabeça dá nó a cada segundo e a cada palavra que me é sugerida torna-se limitada e subjetiva supostamente contra a mim, como as uso. E quando penso que as palavras podem ser longas até que chegue na luz desses olhos em que moro, eu paro de escrever.

Me desculpe. 

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