18/06/2015

Viajamos no cosmos azul e brilhante. Os olhos estavam fixos um ao outro com um misto de leveza e desespero, também, pela leveza um do outro. Quando ele me aninhou em sua cintura e me deitou nas nuvens, vi o céu estrelado pousar por cima de nós, e com ele, a lua clara e brilhante. A grama era fresca e recém aparada. Não só os nossos corpos, mas o vasto campo era iluminado com um cristal azulado. Um azul marinho de céu a noite. A noite girava em nossa cabeça, corpos suados flutuando sobre a cama e a grama. Um quarto coberto de espelhos moldados e observados por estranhos curiosos e famintos pela energia única que só a gente sentia. Uma grande mansão branca com tetos de vidro e o sol refletia nos nossos corpos no tapete da sala e a gente não via que a hora passava. Muita gente olhava desejando a relevância do valor das coisas que o dinheiro não paga. Essas pessoas não são confiáveis, por alguma razão desconhecida. Se a sintonia é recíproca o segredo é nosso, eles não entendem que para viajar no cosmos só o desejo não basta, é preciso entrega

(de infinitas coisas coisas que não se cabem dizer)

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