15/02/2017

Me sinto submersa.
Te encontrar me fez ver um lado de mim que eu ainda não conhecia. Algo que eu não sabia que se era o correto a ser feito, ou sentido. Te olhar, fazer tranças em teu cabelo longo, tocar a tua barba e perceber a cor viva dos teus lábios naturalmente rosados, me fez ignorar que esses profundos olhos emaranhados de verde musgo não pediram para que eu pudesse te salvar. Foi tudo uma coisa estúpida que eu criei e escolhi para que os meus vazios e ansiosos dias fossem salvos.
Não tenho as mais doces lembranças de ti porque não deu tempo para que elas fossem criadas. As poucas que tiveram, não há nenhuma veracidade. Mas eu estupidamente te quero. Te quero como o as gaivotas voam sobre a brisa do verão, te quero como o farol aceso de um porto marítimo abandonado. Te quero com lamúria. Te quero com ardor. Mesmo que tenhas escolhido te proteger disso, mesmo que tenhas a indecência do doesto contra meus sentimentos e resolveste fazer do nosso tempo o teu desenfado. Eu te desejo, com valimento, todo esse ardor que desconheces.

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