13/10/2015

Saímos da sua casa chapados a andar pelas ruas de madrugada. O centro da cidade era inteiramente nossa, até você segurar forte a minha mão na avenida principal. O brilho da vida não pertencia aos postes, nem ao céu estrelado dessa terça feira.

Em uma lancheria, falamos dos nossos melhores amigos, das minhas boas lembranças com meu pai na minha infância. Dos nossos sonhos, que ainda não são nossos e das viagens que ainda não fizemos: uma ida ao interior para fotografar a natureza com os nossos próprios olhos.
Eu escrevo com a luz, você escreve com todas as canções que ainda podem ser escritas. Gosto dos seus olhos verdes-veludo, de suas mãos largas e diretas. Eu me seguro para não beijá-los sempre que seus olhos sorriem. Sei que ainda não te falei isso, mas seu corpo inteiro sorri pra mim. E eu me sinto completamente desajeitada sem saber como reagir. 
Essa noite a gente finge que a cidade nos pertence. A gente finge que o limite da nossa entrega ultrapasse o limite de todos os nossos medos.

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