Das certezas que eu teria com quem me sinto afeição: ele moraria numa rua de pedras e sem saída e na aurora da janela do seu quarto ouviria o canto do bonançoso dos pássaros. Ele seria feliz com uma vida modesta e um emprego similar e quando voltasse pra casa no meio da noite, sentiria saudade do vento noturno e do que ainda não viveu. Ele teria sonhos e não pressa. Seria louco e poeta. Dono de uma poesia que te transbordasse a alma como nos pseudônimos. No teu eu lírico, na culpa e no segredo dos teus cantos e por mais que divagassem nas margens dos seus rios, não haveria um intrépido e de profunda tenaz a se afogar nas profundezas do teu simples raso já que a ausência de poesia não se limita nas palavras.
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