09/06/2016

Lembrei de uma garota que conheci num bar no verão. Loira, cabelos curtos e usava lápis de uma maneira muito peculiar. Olhava de forma desprendida para um copo vazio que segurava e na fachada da noite parecia não ter fim. Eu me aproximei e perguntei a ela se gostaria de dançar. Ela imediatamente sorriu como se esperasse por isso. Não trocamos uma palavra por muito tempo. Por hora, dançávamos em singular. Ela perguntou se eu queria sentar com ela e puxou minha mão sem esperar minha resposta. Entre os bancos afastados da pista de dança, escuros e interruptos, ela me beijou e ainda com a mão na minha cintura, perguntou meu nome. Eu estava sóbria, havia acabado de chegar porque a madrugada no apartamento da rua principal estava por se encher de luz dos postes altos e como era nova na cidade, precisava me enturmar. Seu nome era carolina, era a única coisa que eu consegui ouvir dela além de que gostou do meu cabelo ruivo. Aparentava ser ao menos uns cinco anos mais nova do que eu. Ela levantou da mesa depois de um ultimo beijo com gosto de álcool e depois foi como se ela nunca tivesse existido ou como se eu tivesse apenas sonhado.
A luz, um beijo quente e nada mais. 

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